Página Inicial   |   Localização Cursos   |   Fale Conosco  |  Cadastro de Fornecedores  
Quem Somos
Na Mídia
Cursos
Plantas
Publicações
Projetos
Parceiros
Mural
Fotos
Outros Cursos
Ex-Alunos em Atividade
nome  
 
email  
Cadastro de Fornecedores
Fale Conosco
Localização Cursos
Ver Introdução
 
 
A “Falsa Murta” que vai dar multa
Por Gustaaf Winters

Como é fácil cometer um erro em Paisagismo, né? Plantas que hoje são ótimas, amanhã se transformam em vilãs. Existem erros cometidos por desinformação e existem atitudes que o paisagista toma hoje, que mais tarde se revelam proibitivas. Seriam erros ou enganos? É que, daqui pra frente, quem produzir, transportar, comercializar ou plantar a “Falsa Murta” pode levar uma multa de 300 Ufesp's (R$ 4,5 mil). Trata-se do projeto substitutivo do deputado Roberto Massafera que endossa a lei de autoria do dep. Aloísio Vieira. O projeto de lei dá prazo de dois anos para a erradicação da planta. A lei ainda não foi sancionada pelo governador José Serra.

De acordo com a nossa pesquisa a Falsa Murta é a 14ª espécie mais plantada nas calçadas das cidades do Brasil.

Os erros ou enganos, em paisagismo, podem se manifestar dez, vinte, trinta anos, ou mesmo um século depois. Fui um dos divulgadores do Ficus benjamina, aconselhando seu uso em parques e praças. Lembro-me de nunca tê-la indicada para plantio em calçadas, assim como, perto de residências. Deu no que deu: empolgado com sua formosa copa e sombra densa plantaram-na a torto e direito. O resultado aparecia depois de uns 10 anos ou mais. Erro feio! Raízes entrando e entupindo  tubulações, saindo nas privadas, e por aí à fora.

No caso da “Falsa Murta”- Murraya paniculata ou M. exotica (que é a mesma coisa), a espécie  foi introduzida no Brasil para aromatizar as folhas de chá, vindas de Macau, antiga colônia portuguesa na China. As damas da corte de D. João VI achavam o tal chá muito amargo. Foi então que veio para o Brasil  a magnólia amarela, a gardênia, a aglaia e, de carona, a Falsa Murta, para que as “ladies” não precisassem mais fazer cara feia nos chá-da-tarde. Falsa Murta, porque a verdadeira Murta pertence à família das Mirtáceas e não às Rutáceas, como é o caso da planta em questão.

Rutaceae vem de ‘Ruta’, de origem grega, com o significado de “preservar”, alusivo ao efeito medicinal que possui. Por corruptela da palavra original, essa planta é conhecida, aqui, pelo nome de “arruda”: o potente mágico contra o mau olhado.

Também pertence a essa família o “guarantã”, a “caputuna preta” e todas as plantas do gênero Citrus spp – todas as laranjeiras, limoeiros e mexeriqueiras. Talvez daí, os ingleses chamarem na  de Falsa Murta de “jasmim laranjeira”.

A Falsa Murta é originária da China, Índia, Austrália e ilhas do Pacífico. Sempre a projetei, divulguei, e a enobreci, pelas excepcionais qualidades que tem. Flores brancas e perfumadas, que originam frutinhos vermelhos disputadas por pássaros, sombra densa, folhagem perene e ornamental (muito usadas também em arranjos florais). Em fim, ótima para calçadas estreitas encimadas por fiações e jardins residenciais, como representante isolado ou para formação de cercas vivas.

Acontece que descobriu-se, em 2004, um fato novo. Ela é hospedeira de um inseto que transmite o “greening” nos laranjais de 90 cidades do Estado de São Paulo e algumas cidades em Minas Gerais.

Explicando melhor: o “greening” é causado por uma bactéria, cujo transmissor é um inseto chamado Diaphorina citri , nativa da Ásia e África, comum também nos pomares brasileiros. Esse inseto, que se hospeda também na Falsa Murta, carrega consigo uma bactéria que se instala logo debaixo da casca dos citros. Ou seja: afeta o sistema vascular da planta que transporta a seiva elaborada pelas folhas no processo da fotossíntese. Os sintomas aparecem em um ramo ou galho, provocando: amarelecimento das folhas (como se faltasse Nitrogênio) frutos menores de polpa assimétrica que caem com facilidade.

.


Ninfas do inseto D. citri

Diaphorina citri adulto

Falsa Murta atacada pelo D. citri

Este é um dos assuntos que vamos abordar no “Curso de Manejo em Áreas Verdes” que acontecerá na Estância Turística de Holambra-SP de 28 a 31 de maio.

Se quiserem saber mais sobre esta matéria acessem nosso site: www.centropaisagistico.com.br

CARACTERÍSTICAS DA ESPÉCIE:

 - Nome científico: Murraya paniculata     Sin.  Murraya exotica

 - Nomes populares: Falsa Murta, Jasmim laranjeira.

- Característica principal:

Árvore de folhagem perene e ornamental formando uma copa redonda e bem densa, onde é comum se ver ninhos de pássaros. Por este fato, recomendado pelos criadores de “curiós”. O perfume das flores lembra as do jasmim. Sua madeira é branca e dura. Das flores, nascem frutos vermelhos do tipo baga, no tamanho de uma pequena ervilha que são avidamente procuradas por pássaros. O seu único inconveniente é o crescimento lento.  Em contrapartida reage bem às podas, podendo servir como cercas-vivas ou trabalhos de topiaria.

- Origem: China, Índia, Austrália e ilhas do Pacífico.

- Porte: de 4 a 6 m de altura e 4 m de diâmetro da copa.

- Florescimento: De outubro a janeiro. Flores brancas e perfumadas.

- Frutos: Do tipo baga.(com várias sementes dentro), vermelhos e suculentos, formando cachos densos.

- Folhas: Perenes, compostas, pinadas, formadas por 7 a 9 folíolos ovalados e de cor verde intenso.

- Ambiente: Sol pleno. Indiferente às condições físico-químicas do solo.

- Clima: Adapta-se praticamente a todos os climas do Brasil.

- Solo: Prefere solo drenado mas, não é muito exigente.

- Crescimento: Lento. Esse é um fator contra, para os ansiosos.

- Reprodução: Por sementes. Germinam em 2 a 3 semanas. É comum aparecerem no meio da florada.

Opinião Particular:

As monoculturas exigem tratos culturais rotineiros como: adubações e tratamentos fito-sanitários. No Paisagismo, não deve ser diferente, conquanto, o uso de agrotóxicos, é bem mais raro e em escala muito menor. Nunca ouvi falar que o ser humano conseguiu exterminar uma espécie de insetos. De plantas e outros animais, sim. E já extinguiu várias!

Particularmente acho que, se os paisagistas colocassem, em seus manuais de manutenção, tratos culturais para combater e prevenir pragas e doenças, a situação estaria controlada, sem erradicação de árvores.

A Falsa Murta reúne as melhores qualidades para ser empregada na arborização urbana. Graças a ela, tem-se evitado muitos prejuízos como: queima de transformadores, falta de energia, podas drásticas e custosas. Uma árvore grande de baixo da fiação custa em média U$ 60,00/ano em podas e interrupção de energia elétrica. Com a Falsa Murta pode-se formar uma excelente cerca viva, fazer trabalhos esculturais. Sem contar sua valiosa participação no alimento e no abrigo da avifauna. Se tudo isso não bastasse, o perfume exalado de suas flores invade casas, ruas e avenidas: aromaterapia!!! Precisa mais? Precisa sim: matar os insetos que se hospedam e prejudicam a ela e aos laranjais.

 

A Falsa Murta em flor e fruto

 

Quem quiser saber mais sobre o porque que ela está sendo condenada, consulte:

http://www.fundecitrus.com.br/doencas/greening.html

 

 


« Voltar    |    Próximo »


     
 
          R. Tiradentes, 446/33 Vl Itapura - Campinas - SP
          CEP. 13023-190
- Fone. (19) 3234-5186
       contato@centropaisagistico.com.br

 
Design by Market Media