O JARDIM POR UM FIO

Por Gustaaf Winters

Nas minhas aulas sempre digo: “No Paisagismo, não é a primeira impressão a que fica, é a última”! Sim porque quando terminamos de implantar um jardim, é ali que começa a nossa obra.  Por isso Paisagista que é Paisagista deve fornecer ao cliente (além de lindos desenhos, fotomontagens e uma lista de plantas e elementos construídos) um Manual Técnico de Implantação e Manutenção. Além de garantir a fidelidade ao que foi projetado ele ensina como o jardim deve ser tratado após a sua implantação. As mudas que compõem o início de um jardim podem ser comparadas aos bebês humanos. Para virem ao mundo cuida-se primeiro do berço e um ambiente favorável. Alimentam-se primeiro do colostro, depois do leite materno, para depois ingerir os sucos e a papinhas e culminar, quando adultos, saboreando uma suculenta feijoada.

Para as plantas, o tratamento deve ser similar. Primeiro, prepara-se um bom berço num ambiente favorável para cada tipo de planta. O colostro poderia ser comparado ao da primeira rega.  O leite materno às propriedades físicas do substrato. As papinhas representariam a matéria orgânica e para chegar à fase adulta, a MANUTENÇÃO !!!

Aí entra a atividade do MANUTENDOR de Jardins. (me permita introduzir essa nova palavra no linguajar Paisagístico).  O Manutendor de jardins pode ser qualquer pessoa que tenha o discernimento de que um jardim é dinâmico, cresce e evolui. Que para ascender à alma e ao espírito e de quem o compartilha, precisa de cuidados.

Para garantir esses cuidados, o Manutendor possui à sua disposição diversos meios: a água, os adubos e as ferramentas. Uma dessas ferramentas é conhecida pela famosa roçadeira popularmente alcunhada de “Fio de Nylon”. Nas mãos de pessoas erradas funciona como um revolver na mão de uma criança. Mas, para a felicidade geral dos jardineiros o “fio de nylon” veio a resolver a preguiça e consequentemente a comodidade de não precisar fazer o acabamento de entorno dos troncos com tesouras de poda manuais. Assim acabam se aproximando demais das árvores, condenando os à morte.   

Árvore morta devido ao
Casca avariada pela roçadeira

A prudência, assim como os melhores manuais de jardinagem, condena o uso de roçadeiras com disco e/ou fio de nylon em áreas gramadas planas.  O correto seria utilizar roçadeiras feitas para áreas planas. Veja as imagens

Roçadeira inadequada para áreas planas
Roçadeira adequada para áreas planas

Outro fator que tem sido um desperdício de dinheiro público e uma afronta aos bolsos dos contribuintes é a prática, por parte das Prefeituras, de gramar os canteiros centrais. Isso pelo efeito imediatista que proporciona. Tudo em prol da inauguração. O efeito é percebido só mais tarde, quando chega a hora de podar a grama. Novamente o “Fio de Nylon” entra em ação. Veja a imagem

O manejo de gramados em canteiros centrais vem sendo o campeão de processos contra as Prefeituras.

As empresas de manutenção sabem disso. Quando um fio da roçadeira atinge uma pedra ou um caco, ele atravessa até a tela de sombrite, atingindo para brisas, motociclistas, pedestres etc etc. Um perigo!

A solução é optar por uma vegetação perene, rasteira e estável. Como as imagens abaixo.

Esperamos, assim, ter contribuído para a felicidade geral da Nação e não apenas para outros interesses caros, perigosos e dendrocidas.

23 funcionários no canteiro central
Vegetação adequada evita a poda

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