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Aristolochia gigantea: a maior flor do Brasil !
Por Gustaaf Winters

Introdução:

Já tive cada cliente!!! Uma que eu chamei de “Yellow”, que queria um jardim só de flores amarelas, que ficou horrível na minha opinião. Já tive clientes que eu chamo de  IBM. Só que, por código cifrado, interpreto as letras de trás pra frente - MBI: “Mais Brega Impossível”!!!. E assim poderia falar de vários outros tipos. Mas eu me lembro de uma que pintava as unhas de preto, os lábios de preto, tinha “piercings”: na língua, nas orelhas, na sobrancelha e vai saber mais onde!!. Uns chamam de “Gótica”...outros de “Emo”. Sei lá qual a diferença. Também não me importo, pois quem esteve na Holanda, acaba se habituando com qualquer tipo.

Um ano depois de ter feito o jardim para ela, eu a encontrei num Garden aqui de Holambra. Não foi difícil reconhece-la e de longe  ela me viu e gritou: "Mestre" !!! Quando se aproximou ela continuou: "Mestre !!! Massa cara !!! Aquela trepadeira que você plantou no meu alambrado !!! Tá, tipo assim... mó fera, cara !!!... Arrazô !!!". Lembrei-me daquele projeto. Eu arranquei todos os ciprestes que haviam sido plantados a frente do alambrado e substituí por várias espécies de trepadeiras. Mas, aí, eu fiquei na dúvida sobre qual trapadeira ela estava se referindo e perguntei: "Qual das trepadeiras vocês está falando?? E ela: "Aquela mestre !!!... aquela que parece uns pedaço de carne podre pendurada "!! Av. Maria !!! pensei: estragou minha Aristolóchia, meu "Papo de peru"!! Nunca ia imaginar tal comparação: Credo ! Mas se ela achou "massa" , "tipo assim" é o que importa não é mesmo ?

Bom, chega de tagarelar. Dentro da Botânica, a ordem Aristolochiales tem o privilégio de abrigar as maiores flores do mundo. É o caso da Rafflesia arnoldii - "Flor de Defundo" (devido o forte odor de carne putrefada que exala), da familia Rafflesiaceae nativo da Sumatra, cuja flor pode atingir 1 metro de diâmetro.

A ordem tem mais outra família, mais conhecida: A Aristolochiaceae com 450 espécies e apenas 7 gêneros (copiei do Lorenzi). No Brasil o gênero mais popular é a Aristolochia - um gênero bem bizarro com cerca de 60 espécies (também copiei do Lorenzi) que vegetam nas regiões quentes, da caatinga às matas, das restingas do litoral aos campos rupestres e principalmente nos cerrados do Brasil. Entre elas, a maior flor do Brasil: a Aristolochia gigantea com 50 cm de altura e 35 de largura. Pode conferir: tá no Guinness. Olha ela aí !

              Aristolochia gigantea – Papo de Peru

 

Suas propriedades medicinais:

Os sertanejos aplicam, à certas Aristolóquias, propriedades medicinais, entre elas: tônico uterino, digestiva, cicatrizante, febrífuga, calmante, vermífuga e até contra picada de cobras. Tem mais: tônico sobre as mucosas do estômago, intestino, rins, bexiga, além de suas qualidades epidermais. Aliás, os interioranos constumavam esfregar as folhas em suas pernas para se proteger das picadas. A superstição levava a convicção de que alguns pedaços de caule dessas plantas, trazidas como amuletos no bolso, no cano das botas ou sob os colchões, preservavam as pessoas da desgraça de qualquer natureza. Das propriedades terapêuticas, a mais antiga delas foi dados pelos gregos: a de ser uma planta boa para a recuperaçãop pós-parto. Isto aponta para o motivo do nome científico: Aristolochia (Aristo - bom, facilitadora e Lochio- Lóquios, ou seja: o período que segue ao parto). Em doses homeopáticas realmente ela tem propriedades medicinais reconhecidas.

Porém deve-se alertar sobre seu potencial altamente tóxico em doses mais elevadas. É o que se descobriu nas Antilhas, por exemplo, onde suínos morriam após ingerir suas raízes. Por isso também recebe o nome popular de “mata-porco”. A força da planta chegou a ser comparada com a de mil homens. Vem daí seu outro nome vulgar: “mil homens”.

Na Aristolochia gigantea as flores são solitárias e penduradas numa haste longa. Exibem-se inicialmente fechadas, lembrando um "papo" unido a um "saxofone". Daí um dos seus nomes populares: "Papo de peru". Na verdade, essa curva sinfonada de cor verde representa o cálice, formada pela concrescência das sépalas, colocando em dúvida se "a papada" é formada por uma corola ou não. Alguns autores afirmam que essa planta não possui pétala(s)... um rolo danado !  outros afirman que a flor da Aristolóquia é um conjunto constituído pelo cálice e corola, ou seja de uma ou outra forma, a flor é feita da união de pétalas e sépalas. Dúvidas à parte, o que se vê mesmo, é aquele "saxofone" escondido atrás de uma estrutura longitudinal, que vai arroxeando a medida que cresce, parecendo um pedaço de carne pendurado, que se rompe verticalmente para abrir uma flor enorme com aparência de coração invertido ou uma grande orelha roxa sepenteada por riscos irregulares brancos. No centro da flor um buraco de cor amarelada revestida internamente de pêlos e glândulas que exalam um cheiro nauseante. É para atrair aquelas que são "chegadas" ou seja, moscas necrófagas ou varejeiras. Assim o "Papo de peru" garante a sua polinização. Infelizmente às custas da vida, muitas vezes, de seus "coladoradores" ou seja, a Aristolóquia é uma planta insetívora. Os primeiros insetos que entram na flor, dificilmente conseguem sair, devido aos pêlos direcionados para dentro do tubo contorcido.

 

          Flor fechada                                       Fruto

Uma curiosidade a parte é que os órgãos sexuais dessa flor não amadurecem ao mesmo tempo. O feminino amadurece primeiro, e a medida que a flor vai envelhecendo, amadurece o masculino. Porque será ? 

Para que ocorra a polinização, os insetos devem ter entrado primeiro numa flor mais velha (momento em que os pêlos já estão mais frouxos, facilitando a saída). Impregnados de pólen são atraídos pela segunda vez pelo odor característico, entrando nas flores recém abertas polinizando as partes femininas. Como foi dito, nessa hora, muito não conseguem regressar, morrendo ali dentro.

Nem sempre o mecanismo da polinização é assim. Em alguns períodos mais quentes do ano, os pêlos internos abaixam-se pela manhã, facilitando a entrada e a saída das moscas, e no passar do dia levantam-se impedindo que fujam. Legal né ? 

As flores aparecem durante quase o ano todo, diminuindo no inverno.

Deve-se esclarecer que a fama de malcheirosa procede somente quando ela encontra-se em sua região de origem, na caatinga ou no calor do cerrado. Fora dela, pelo contrário, em lugares de maior altitude, exala até um cheiro cítrico, que lembra a "erva cidreira", não nauseante. 

Após a fecundação, dá-se início a formação dos frutos. Estes também merecem ser observados de perto, pois quando se abrem, parecem pára-quedas; só que de ponta-cabeça. Devem ser colhidos quando o fruto acaba de perder a coloração verde. Daí, recolhidos num saco de papel, abringando-o num local ventilado até a abertura dos frutos. As sementes são "comprimidas", pretas e onduladas" que podem ser semeadas no local definitivo, desde que não lhes falte água e sol direto. Germinam em 20 a 25 dias. 

Ela tem crescimento vigoroso. Seus ramos em poucos meses cobrem-se de uma grossa camada de cortiça. Graças a essa camada espessa e sulcada de cortiça é que as Aristolóquias conseguem sobreviver aos incêncios constantes que acometem os cerrados brasileiros. Aliás, calor é com ela mesma. O que ela não aguenta é o frio. 

A aristolóquia é um tanto discriminada em relação ao seu cultivo para fins ornamentais. Ao nosso ver, mereciam certamente figurar em nossos jardins, devido tratar-se de uma planta nossa e diferente: uma solução fantástica para formar caramanchões, pérgolas, arcos, fechar alambrados de chácaras e grades de coberturas, tudo num curto espaço de tempo, pois são rápidas e resistentes.

 

Em resumo: 

- Nome científico - Aristolochia gigantea 

- Nome popular: Papo de peru, mil-homens, mata-porco, orelha de elefante. 

- Familia: Aristolochiaceae 

- Floração: de setembro a maio.

- Frutificação: irregular durante todo o ano 

- Clima: tropical e subtropical, é sensível ao frio e a geadas. 

- Propagação: por sementes. Deixar secá-las num saco de papel, logo após colheita semi verdes e semeá-las em seguida. Também por estacas em estufas ou estufins. 

- Solo: Não é muito exigente. Para florescimento mais intenso: solo ácido, drenado e fértil. 

- Porte: seus ramos podem atingir até 35 metros.

- Forma de Ascensão: por enrolamento (volúvel)

- Poda: de limpeza, retirando-se as ramagens secas. De contenção quando os ramos ultrapassarem os limites desejáveis.

- Luminosidade: Sol pleno. 

- Utilização: Revestimento de grades, cercas, alambrados, caramanhões, pérgolas .

 

       Morfologia da flor (foto Albert Huntingtom www.alsgh.com)

Onde adquirir: www.dierbergertropicais.com.br ; www.fazendacitra.com.br/paisagismo Tel: 0**19-3451.1221 Rod.SP 147 (Limeira – Piracicaba) Km. 117


 
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