Por Gustaaf Winters
INTRODUÇÃO:
Já me ouviram falar que o índice de metros quadrados de área verde por habitante, aqui no Estado de São Paulo, é de 1,19 m²? Já? Pois então, para chegar a esse resultado visitamos 1.838 praças e parques de 1990 a 1994 em 300 municípios. Tá certo que a pesquisa foi feita há muito tempo atrás.Mas, o arco-íris já era colorido e o King-Kong já era um macacão e não um saguí. Vocês acham de lá pra cá, alguma coisa mudou? Para atingir o índice ideal (que na minha opinião é de 16,00 m²/habitante), a ‘prefeitada’ teria que ter construído, de lá pra cá, mais do que uma praça por hora!!!, levando em consideração uma praça de 5.000,00 m². Ainda acham que isso foi feito? Não né? Então os dados, pra mim, ainda continuam atuais. O que me chamou atenção, nesse levantamento, foi o espaço horizontal dessas áreas verdes: “um bagaço”! Tudo porque as árvores cresceram e o micro-clima das praças mudou, a grama morreu devido ao sombreamento, deixando aparecer aquele terrão horroroso!. Passem a observar vocês mesmos. Portanto, meu amigo paisagista, é hora de fazer uma campanha de “Recomposição de Sub-bosques de Praças” nas cidades do Brasil, pois: “num bom jardim o chão não deve aparecer”. A História de Ruben Acosta. Acho que foi em 1977. Vi um rapaz perdido e meio aflito aqui no centro de Holambra. Fui conversar com ele. “Mi nombre es Ruben... de Uruguai. Yo estoy a procurar mi padrasto, o Sr Dirk Van Vliet”, disse ele num ‘portunhol’ meio improvisado. Sr. Dirk, é um dos que mais entendem de cactos e suculentas que eu conheço. Pela paixão por essas plantas, tornou-se mais um pesquisador-colecionador do que um produtor propriamente dito. Levei o Ruben até ele, ocasião em que vi, entre os dois, um abraço dos mais calorosos. O tempo foi passando, Ruben casou-se com uma “holambresa”, chamada carinhosamente de “Janny” entre nós e tiveram um casal de filhos. Sua primeira “estufa” era um sombrite esticado por cima de dois pé de laranja.O que essa história tem a ver com o assunto, diriam vocês? Tudo a ver: O Sr. Ruben Acosta se tornou um dos maiores produtores de plantas de sombra do Brasil. Foi ele o único que acatou uma sugestão minha: a de produzir a Medinilla magnifica. Mas isso dá assunto para um outro newsletter. “Calatéias”, “Heras”, “Alocasias”, “Aglaonemas”, “Diefenbachias” e “Filodendros” são os “carros chefes” de Ruben Acosta. Trata-se de um produtor entusiasta, caprichoso, meticuloso e principalmente, perfeccionista. Em suas plantas percebe-se o carinho com que elas foram produzidas. Mas.... o Sr. Ruben Acosta foi morar no céu em novembro do ano passado, sem pedir licença a nós. Talvez seu coração não tenha agüentado tamanha beleza que ele deixou. Deus quis, pelo menos, que ele deixasse poemas em forma de plantas aqui na terra. Que agora estão sob o comando de sua filha Débora e de sua esposa Janny. Consultem www.racosta.com.br . Neste site, poderão conferir os nomes pelas quais as plantas são comercializadas no Veiling Holambra. São plantas específicas para “musicar” o chão das praças que hoje estão desnudas. Veja algumas delas:













