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Plantas
 
Soleirolia: a planta da sorte.
Por Gustaaf Winters

INTRODUÇÃO:

Adorei me mudar de Campinas para a Holambra: Não só pelo fato de sair de uma cidade grande mas, por estar mais perto dos lançamentos de novas plantas que jamais pensava existir. Outro dia fui abordado por um amigo de infância que iniciou uma produção de plantas que, conforme ele mesmo denomina, “plantas da vovó”, ou seja: resgatar aquelas que a vovó tinha nos jardim e que sumiram do mercado. Assim, ele começou a resgatar o cultivo de certos escondidos "Coléus" – Solenostemon spp (Uma rápida explicação para aqueles que ainda não sabem; spp não quer dizer “São Paulo Plantas” como sugeriu uma pessoa certa vez. Significa: plural de espécies, ou seja: todas as espécies do gênero Solenostemon). Voltando ao assunto, foi esse amigo que me disse que estava cultivando a: “slaapkamersgeluksplantje”... entenderam alguma coisa? Quase não dá nem pra ler, ou pronunciar, não é mesmo?. Foi o que eu pensei na hora e respondi:...“pro senhor também”....quase que eu falei: “é a sua avó”!!!
Que nome mais esquisito!!!. É que se trata de uma plantinha que, na Holanda, é conhecida como: (traduzindo ao pé da letra): “dormitório, sorte, plantinha". Ou, para dar mais sentido: “a planta da sorte do dormitório”. Lá fora também é conhecida por outros nomes populares como “barba de Moisés”, “lágrimas de bebê” e “cabelinho de anjo”. Quando a vi, pela primeira vez, me parecia um “dinheiro em penca”, conhecida como Callisia repens ou Pilea nummulariifolia. Só podia me encantar com ela, porque, para ter ‘dinheiro em penca’ a gente precisa de um bocado de ‘sorte’, não é mesmo?
Novamente, o lançamento dessa planta acontece em Holambra. Dessa vez bem identificada como Soleirolia soleirolii, uma Urticacea da Ordem Rosales. O nome homenageia Joseph François Soleirol, um botânico amador e foi coletada pela primeira vez na Córsega. Já foi classificada como Helxine soleirolii mas, nome botânico á assim mesmo: quando a gente decora um nome, vem um botânico e muda.
Geralmente plantas dessa família são urticantes. Mas, não é o caso da ´Soleirolia´.
Ela está sendo lançada como planta pendente em vaso mas, também pode ser empregada sob a sombra de árvores, pois cresce como se fosse um tapete, de preferência a meia sombra, em um substrato bem com bastante matéria orgânica e com boa umidade do ar. Não raro, sobe sobre pedras adquirindo até um certo status de invasora. É importante lembrar que não se trata de uma planta pisoteável.
A flor solta fumaça?
Uma curiosidade à parte da Soleirolia, diz respeito às suas minúsculas flores: quando maduras e secas, no menor toque, elas explodem, soltando um pozinho branco como acontece com a Pilea microphylla–“brilhantina”, da mesma família. Nas regas, percebe-se muito bem esse fenômeno. Na verdade são os grãos de pólen saindo do androceu, ou seja: do órgão sexual masculino. Na foto abaixo, vê-se 4 estames masculinos na parte mais apical da flor. O Gineceu (a parte feminina) fica por conta da parte mais baixa e rosada da flor.

Para tê-la em casa por um longo tempo, é só regá-la em dias alternados, sem encharcar. Para que ela não seja atacada por fungos (que podem melar a planta) coloque-a no sol de vez em quando. Melhor ainda, se ela estiver naquele cantinho onde pega um pouco de sol da manhã.
Para ver mais detalhes dessa novidade ligue direto para o produtor: Tony van Noijen tel: 19-9637.6519.

 

CARACTERÍSTICA DA ESPÉCIE:

-Nome científico: Soleirolia soleirolii
-Nome popular: Planta da sorte, barba de Moisés”, “lágrimas de bebê” e “cabelinho de anjo”.
-Origem: Córsega e ilhas próximas à Itália.
-Porte: Planta reptante de até 10,00 cm.
-Florescimento: Final do verão, início da primavera.
-Flores: Hermafroditas, minúsculas, branca-rosadas.
-Folhas: É o atrativo especial da planta, conferindo, quando em vaso, um lindo efeito pendente e quando plantado no chão, uma textura uniforme de tapete verde.
-Ambiente: Meia sombra. Necessita de bastante luminosidade. No frio intenso ela some, reaparecendo na primavera.
-Clima: Úmido.
-Solo: Com bastante matéria orgânica.
-Reprodução: A maneira mais fácil de reproduzi-la é pela ramagem que já possui pequenas raízes nos nós.
- Uso: A ”Soleirolia” pode ser usada como forração em locais sombreados. É uma ótima opção para aqueles lugares onde a grama normalmente não se desenvolve.
As embalagens:
A “soleirolia” pode ser adquirida em diversas embalagens ou vasos de cores diferentes. Uma raridade, talvez única no Brasil, seja os vasos de Anagama. São vasos cerâmicos feitos artesanalmente e colocadas uma semana no sol, depois uma semana em um forno, a 1000 ºC, com lenha de Pinus (para que sua resina impregne no barro do vaso) e para que não haja um choque térmico, mais uma semana para esfriar o forno. Após 3 semanas o vaso estará pronto e com impermeabilização e tudo, não precisando passar qualquer produto. Para os que dão valor a raridades... vale a pena.


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